Um ano e uma semana

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Era mãe há 4 meses e todos os dias sentia que vivia algo novo nessa grande aventura que é a maternidade. Gozava cada muda de fralda, cada hora do banho, cada risada, careta ou som novo que ele fazia. E curiosamente, apesar de ter um bebé à minha responsabilidade 24h por dia, sentia-me livre como não me sentira nos últimos meses. Recuperara a minha agilidade, voltara a conseguir tocar nos pés, a baixar-me com graciosidade, a poder fazer todos os esforços e mudanças loucas em casa que não tive oportunidade de fazer por nos termos mudado durante a gravidez, e era maravilhoso voltar a ser leve (ou tentar voltar a sê-lo, pelo menos) e a caber nos meus jeans.

Durante algum tempo também fui acompanhada pela estranha e libertadora sensação de alívio pós parto. É que o do meu filho foi tão doloroso, sofrido e avassalador, que nas semanas seguintes dava por mim a suspirar de contentamento por tudo já ter acabado, por sentir cada vez menos dores, e abominando qualquer recordação de ambiente hospitalar, à excepção daquela em que recebera o meu filho nos meus braços, pela primeira vez. Sim, eu sei… O que são dois dias de sofrimento físico atroz comparado com a felicidade de se ser mãe, não é? Mas para mim, “dores paridas, dores esquecidas” não foi tão verdade quanto dizem, e tão cedo não me imaginava noutra situação daquelas.
Agora só queria gozar o meu bebé. Estar com ele, mostrar-lhe a vida, e entregar-me à aprendizagem diária de ser mãe.

Até que na semana em que o meu filho se iniciava na sopa – mais uma experiência entusiasmante para dois jovens pais que viviam tudo tão intensamente – percebi que algo não estava bem comigo. Andava extremamente sensível, sentia-me mais cansada que o habitual, e o cheiro… aquele que conhecia tão bem, aquele que odiava, que me dava náuseas, e que só sentira numa determinada altura da minha vida, voltara. Desconfiava até que ele não existia, de facto, pois mais ninguém o sentia ou se repugnava com ele, como eu.

Nessa noite, guardando a angústia e a desconfiança só para mim, vi a madrugada passar a uma lentidão desesperante, sem nunca me entregar ao sono.
Na manhã seguinte vesti a primeira coisa que me veio à mão, despachei o bebé, e dirigi-me à farmácia mais próxima.
Para meu embaraço crescente, tive que recorrer à funcionária.
– Um teste de gravidez, por favor.
Ela deu-mo, não sem antes olhar para o bebé sentado no carrinho, e depois novamente para mim, com uma expressão de quem pensa “A sério?!”.

Em casa, sozinha com um bebé que precisava de mim tranquila e centrada, sentia-me à beira de um colapso nervoso. Andei várias vezes para trás e para a frente, entre a cozinha e a sala, roendo as unhas e mentalizando-me que aquilo era só cansaço e nada mais e que no fim ainda me ia arrepender de não ter guardado o dinheiro do teste para comprar antes pacotes de toalhitas – que essas nunca eram demais. Olhei para o invólucro do “tira teimas”, respirei fundo procurando a coragem que precisava, e num ápice, rasguei-o. Não havia espaço para mais hesitações.

Não foi preciso esperar o tempo recomendado nas instruções. Os dois risquinhos vermelhos apareceram quase imediatamente no visor, e o meu mundo desabou.

Esquecida de como se respirava sentei-me no chão da casa de banho, não querendo acreditar que aquilo me estava a acontecer e desejando profundamente ter visto mal o resultado. Ia fechar os olhos, contar até três, e quando os voltasse a abrir constataria que o teste dava negativo. Contudo, quando os abri, os dois riscos vermelhos continuavam lá, bem garridos, esfregando-me a realidade na cara.
Da última vez que fizera um teste daqueles chorara de emoção e felicidade. Agora sentia-me submergir não só num desespero sufocante como também em culpa. Culpa por não ter sido mais responsável, mais prudente, contido mais a líbido como tantas outras recém-mamãs, mas sobretudo, por me sentir tão miserável perante um resultado positivo.

Foi nesse desespero que liguei para a minha guru de todos os momentos: a minha mãe.
Assim que lhe abri a porta, desabei num pranto que a deixou em pânico por não saber ainda do que se tratava. E então, no meio de lágrimas e soluços, como uma miúda que acabou de fazer uma grande asneira e está cheia de receio em confessá-la, lá balbuciei a medo um “estou grávida”.
Inicialmente, vi o choque no seu rosto. Depois veio a descompostura inevitável do “mas em que é que vocês estavam a pensar?!” e depois o consolo. O “tudo se há-de resolver, estamos aqui para te apoiar. Sabes como se costuma dizer… onde comem três, comem quatro.”
Eu, só chorava, desolada, irracional, e em completa negação, dizendo que naquele momento da minha vida só queria ser mãe do meu bebé. Só daquele, que estava a brincar na cadeirinha, que ainda agora chegara ao mundo e que precisava da minha máxima disponibilidade e atenção. Não convidara mais ninguém para a festa! Não estava preparada para reviver tudo outra vez! Nem queria! O meu corpo estava ainda a recuperar da gravidez, e só de pensar num novo parto, quando ainda nem esquecera as dores do primeiro… sentia o chão abrir-se e a engolir-me. Não ia aguentar passar por tudo outra vez! Não ia! Ouvia a minha mãe dizer-me que era normal estar assim, que estava em choque, que teria tempo de digerir a ideia… Mas a única ideia que me passava pela cabeça (parva, eu sei) era que tinha falhado com o meu filho. Não havia nada mais importante que ele. Nada! Contudo, eu acabara de me colocar numa situação que desviava parte da atenção que lhe queria dedicar. A ele, e só a ele.

Ao fim do dia, foi a vez de contar ao outro responsável pela situação e que permanecia ainda em total ignorância.
Estava sentada no chão a brincar com o bebé quando ele chegou e se deitou no soalho, ao nosso lado. Assim que olhou para mim, detectou a tempestade no ar.
Quando, com ar de caso, lhe disse que tinha ido à farmácia, ele ergueu uma sobrancelha, preocupado. Quando lhe disse que tinha sido para comprar um teste de gravidez, empalideceu. E quando por fim lhe contei qual tinha sido o resultado, deixou de respirar, olhando para mim, boquiaberto.
– Estás a gozar! – arriscou, com um sorriso forçado a esconder o pânico.
– Achas que eu ia gozar com uma coisa destas? Olha só para a minha cara!
E ele olhou. E viu nela a resposta, com toda a clareza.
– É a sério?
– É!
– Mas… nós tivemos cuidado!
– Não, não tivemos. – retorqui, sem paciência para a curta memória masculina e habitual indagação “mas como é que foi que isso aconteceu?!”, como se se tivessem esquecido que foram parte activa na coisa.
Nós não tínhamos tido cuidados suficientes. Talvez por acharmos que as probabilidades de acontecer quase imediatamente após uma gravidez eram não só reduzidas como descabidas (tão ingénuos, coitadinhos!) E agora havia que lidar com isso. E era certo que não nos livraríamos de ouvir coisas como “Seus grandas malucos! Não perderam tempo!”, “O vosso Dezembro é sempre uma animação!”, “Não te sentes preparada, mas para o fazeres não pensaste duas vezes”, e toda uma quantidade de observações jocosas que fazem toda a gente rir-se, menos os visados.
Durante um momento ficamos calados. Quietos. Atarantados. Como se tivéssemos sido atingidos por uma bigorna. Mais ele do que eu, neste momento.
– Não sei o que fazer… – murmurei, enterrando o rosto nos joelhos e recomeçando a choradeira.
– Como assim, não sabes o que fazer?
– Eu não sei se quero isto. Eu… não estava preparada para ter outro bebé. Não agora! Eu já tenho um bebé. O nosso e…
– Esse também é nosso. – interrompeu-me, provocando-me um qualquer abalo interior. – Olha para ele. – e olhou para o nosso filho, com uma ternura imensa no olhar. – Consegues imaginar como seria, se não o tivéssemos agora aqui, connosco? Se ele não tivesse nascido? Se os nosso medos mais terríveis se tivessem concretizado, durante a gravidez… Consegues imaginar o quão horrível isso seria?
Só a ideia me fez estremecer.
– O que te faz pensar que agora será diferente? – perguntou – O que tens aí, é um irmão ou uma irmãzinha dele… E vai ser assim, parecido. Não sabemos se com outra cor de olhos, se com outro tipo de cabelo, se mais comilão ou mais risonho… Mas de qualquer forma… é nosso.
Diante daquilo, tudo mudou. A ideia não deixou de ser assustadora, mas ganhou uma nova perspectiva.
– E se for preciso, faço turnos extraordinários, trabalho mais horas… E tudo se há-de resolver. – sorriu-me com confiança. – Olha para ele! – e voltou a olhar para o nosso filho que palrava alegremente no seu tapete de cores. – Temos jeito para a coisa. Se nos saímos tão bem com o primeiro, imagina só o segundo! – brincou, conseguindo finalmente arrancar-me um sorriso no meio das lágrimas.
– Tu não estás nem um bocadinho amedrontado? – perguntei-lhe, incrédula com a sua certeza.
Pensativo, franziu o sobrolho e anui com a cabeça, convictamente.
– Estou todo acagaçado. Mas estamos juntos, por isso só pode correr bem.

Se na primeira vez pude dar-me ao luxo de ser uma grávida mimada e dengosa que vivia só para a minha barriguinha em crescimento, ocupando-me de questões (nem de tão grande importância assim) como o enxoval do bebé, o quarto do bebé, as mil e uma leituras sobre o bebé, agora a coisa mudara completamente de figura. Agora era uma grávida experiente, com vários artigos de puericultura em stock, e com francas aspirações a super-mãe. Afinal, não havia cá tempo para enjoos, ataques de soneira, mudanças repentinas de humor e caprichos de gestante. Tinha um bebé de colo para cuidar, outro a crescer dentro de mim, e se é verdade que houve alturas de grande cansaço em que pensava para mim mesma “Como é que vou aguentar isto?”, outras havia em que me sentia verdadeiramente invencível e capaz de tudo, dotada dos super poderes providenciados pela maternidade, claro está!

Foi também durante a minha segunda gravidez que senti como nunca o que era ser alvo de preconceito e da mexeriquice alheia. Não podia ir a lado nenhum com o meu filho e com a “senhora barriga” sem que fosse alvo de olhares de pena ou de recriminação. Sim, porque ter filhos uns atrás dos outros é chiquérrimo, mas só se fores princesa! Quando não pertences a nenhuma casa real europeia, és só uma “caça abonos faz filhos ao desbarato”, mesmo que nem recebas abono do primeiro! Pior! No meu caso, acho mesmo que chegaram a olhar para mim como mãe adolescente irresponsável. E foi assim que as enfermeiras me trataram quando uma vez me dirigi ao centro de saúde para vacinar o meu bebé e viram que estava à espera do segundo. Quando lhes disse que tinha 26 anos, lá fizeram o favor de mudar de registo, mas o julgamento antecipado e indevido já tinha sido feito. E em momento algum pensaram na possibilidade daquela gravidez, mesmo que prematura, ter sido desejada e planeada pelo casal. Como se elas fossem donas e senhoras do planeamento familiar alheio. Ora essa! “É porque tens esse ar de miúda!” – diziam-me os meus, várias vezes, tentando atenuar o meu melindre. Felizmente, com o tempo, fui aprendendo a ignorar os olhares e os julgamentos. E se inicialmente me abraçava à barriga, como que tentando protegê-la da mesquinhez do mundo, depois comecei a exibi-la com orgulho, sentindo-me cada vez mais próxima do bebé que estava por chegar. O “sem aviso”, como lhe chamávamos na brincadeira, uma vez que ainda não sabíamos o sexo.
Em Abril, recebi a melhor prenda de anos que podia ter. Lembro-me de ter dado uma sonora gargalhada na sala de ecografias e que as traiçoeiras lágrimas teimaram em chegar-me aos olhos.
– É uma menina! – disse o médico. – E está a chuchar no dedo. Está a ver?
Claro que via! Eu via tudo, mesmo que não conseguisse distinguir nada. Aquela linda e maravilhosa manchinha com fluxo sanguíneo e um coração pulsante, no ecrã do ecógrafo, era a minha filha, e não havia felicidade maior do que sabê-lo. Claro que depois disso, choveram vestidinhos e lacinhos cor-de-rosa, houve paredes pintadas de lilás e compraram-se luminárias em forma de flor.

No equinócio de Outono, precisamente uma semana depois do primeiro aniversário do irmão, ela decidiu nascer. E não cometi os mesmos erros da primeira vez. Quando soube que chegara o momento, continuei a passar a ferro, nas calmas. Arrumei a mochila do mais velho para ir para casa dos avós. Subi e desci várias vezes as escadas de casa, e ainda fui comprar um croissant de chocolate, a pé, o qual me soube pela vida.
No Hospital, também não deixei que me enclausurassem numa cama com um CTG na barriga. Já passara por isso e tinha tido a pior noite da minha vida. Desta vez, ia ser à minha maneira e ao meu ritmo. Por isso fui passear para o parque de estacionamento do Hospital, debaixo de uma enorme e luminosa lua cheia, onde entre inspirações e expirações, íamos falando e rindo um com o outro. Ele distraía-me com parvoíces, e eu, ora me ia rindo, ora lhe ia esmagando a mão paciente, sentindo-me tão expectante quanto aterrorizada.
Às 3h da manhã estava a beber chá de maçã e canela com a enfermeira parteira, no bloco de partos, e uma hora depois nascia a minha filha.

Foi assim que passamos a ser quatro. Foi assim que sem o termos planeado, cumprimos um devaneio de namoro: ter um rapaz e logo depois uma rapariga. E foi assim, que depois de ter achado que não aguentaria passar por tudo outra vez, me superei a mim mesma, e descobri que as mães são capazes de tudo. Todos os meus receios eram infundados, e sei que dei o melhor presente de todos ao meu filho, que nem se lembra de uma existência sem a sua melhor amiga.
Hoje, quando me veem com ambos na rua, perguntam-me muitas vezes “Eles são gémeos?”, e eu respondo, com um sorriso vaidoso na cara “Não. Têm um ano de diferença. Um ano e uma semana!”

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16 Comments

  1. A mim aconteceu-me o mesmo, mas com 3 anos e meio de diferença…ainda hoje penso no que chorei quando vi o teste positivo e só me apetece chamar-me nomes!

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  2. Obrigada pela partilha :)estou grávida de 16 semanas com um bebé de 7meses nos braços e é bom saber que os sentimentos de culpa, as incertezas, as dúvidas não foram apenas comigo. Obrigada :) (e, a cada dia que passa, sinto, cada vez mais, que vai ser tão bom)

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    • Não vai ser apenas bom, Ana. Vai ser mágico. Único. Fantástico. Emocionante. E a melhor coisa do mundo, mesmo que cansativo. Prometo-lhe que todos esses clichés são a mais pura das verdades, e fazem-nos muito felizes. Sinto que tenho dado a melhor das infâncias aos meus filhos, apenas por eles se terem um ao outro. E tentarei sempre que eles nunca se esqueçam disso.
      Vai correr tudo bem, e vai ser tão bom, sim.
      :) Um beijinho. Apareça por aqui sempre.
      <3
      E tudo a correr bem com esses bebés.

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  3. Que história bonita, Marta! Reconforta qq uma que esteja com dúvidas. A atitude do pai na altura de maior desespero, vale ouro. É neste simplificar as coisas que por vezes eles (homens) fazem a diferença. Parabéns e votos de muitas felicidades para os 4.

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    • Obrigada Limonada! :) Espero mesmo que reconforte qualquer mãe que esteja a passar pelo mesmo. E o pai foi fulcral para que se avistasse a luz ao fundo do túnel. Bendita objectividade masculina. Beijinhos

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  4. olá gostei muito de ler este artigo porque comigo aconteceu o mesmo tinha 5 meses a minha bebé e eu descobri que tinha 8 semanas e 5 dias, pensei…que irresponsável, como foi possível até porquê não era mãe de primeira viagem já tinha experiência, não me perdoei. Enterrei-me mesmo sem cavar um buraco até aceitar a situação e perceber que tudo que estou a viver é uma graça. hoje saiu a rua orgulhosa exibindo a barriga e mimando muito as minhas filhas.

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    • Pensamos sempre assim: que fomos umas irresponsáveis. Acho que somos demasiado duras connosco. Só quando assumimos em pleno a nossa decisão, e que ninguém tem que nos julgar por ela (afinal, somos donas e senhoras da nossa vida) é que conseguimos gozar tudo em pleno. É a maior das graças, sim, Veronica :) Desejo-lhe a maior das felicidades. Beijinho :)

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      • Obrigada pelo apoio, quando li parecia que eu é que tinha escrito o texto… foi ótimo trocar essa experiência contigo. É verdade cobramo-nos muito e acabamos por alguns instantes ceder a pressão da sociedade, mas é como dizes e bem somos donas de nós e o resto não importa. Agora que aceito melhor a situação estou muito feliz. Muitas felicidades para ti e os pequeninos que lindos

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  5. À mesma pergunta de “são gémeos?” costumo responder com o maior orgulho de ser uma super mãe: “Não! Têm 14 meses de diferença!” e Adoro que assim seja pois é o melhir consequência para o meu maior ato de “irresponsabilidade”! :)

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  6. Lembrei-me muitas vezes da sua ‘aventura’, quando há uns meses vi que uma ‘menina’ que mora no prédio em frente ao meu, com um bebé pequenino, de colo, tinha já uma ‘senhora’ barriguinha…o pequenino nasceu quando a irmã (na época ainda nem tinha dado para perceber o sexo) ainda nem andava, começava a gatinhar.
    Os meus três piolhos, vieram sem aviso prévio, sem encomenda, com dois anos de diferença entre cada um.As críticas que ouvi, até de familiares, foram mais que muitas (e quando eu, além dos filhos, tinha a ‘ousadia’ de pegar em sobrinhos quase da mesma idade e ir passear com 5 ou 6 catraios, nem queira saber!!). Hoje, tenho saudades imensas desse tempo, dos seis anos que a vida me permitiu ter a família inteira.
    Como dizia o meu pequeno mais crescido, foi a aventura mais bonita da minha vida!

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    • E acredite, Maria Teresa,que naqueles dias em que me sinto mais cansada, com menos paciência, com vontade de fugir para longe (porque as mães também têm dias desses) lembro-me das suas palavras, dos seus testemunhos e do tanto que já partilhou comigo, e sei que estes momentos que me deixam louca são também os melhores da minha vida e que são para viver plenamente e com a constante sensação de agradecimento no coração. O seu pequeno mais crescido tinha toda a razão e saiba que guardarei essas palavras com toda a sabedoria que elas carregam.
      Um beijinho

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