Resquícios do Natal

A bezana do baltazar

“Onde estou? Quem sou eu? De onde vim? Porque me dói tanto a cabeça?
Lembro-me de ouvir música de Natal o dia todo. Da chata a mexer qualquer coisa, ao fogão. Não sei o que era, mas cheirava bem…
Lembro-me do nosso querido chegar a casa carregado de sacos e com um sorriso parvo na cara, e ela começar num misto de histerismo, ralhete e divertimento, a falar daquela forma … Ler mais

As postas de bacalhau

as-postas-de-bacalhau

Há uns anos que tentamos alimentar uma tradição de amigos de sempre, em que todos os Dezembros partimos para a Beira Interior, para o nosso fim-de-semana especial de Natal, em busca de sossego, ar puro, frio serrano congela ossos, serões à lareira, cheiro a fumeiro no cabelo, jogos parvos e infantis, “filosóficas” conversas pela madrugada fora, gargalhadas de perder o fôlego e leves dores de cabeça na manhã seguinte – … Ler mais

O mais novo membro da família

O sacana4

Lembro-me que quase não dormi nessa noite. Lembro-me que estava ansiosa e entusiasmada como uma autêntica criança. Lembro-me das conjecturas que não conseguia parar de fazer: “e se não conseguirmos escolher um? E se não houver nenhum que nos escolha? E se não gostarmos de nenhum e nenhum gostar de nós? Será melhor escolhermos um mais atrevido ou um mais pachorrento? Se calhar um pachorrento não estraga tanto! Mas um … Ler mais

Dom Baltazar foi ao Charco

quinta das tilias herdade pombal labradores

O encontro tinha início às nove da manhã, mas às nove e meia ainda nós andávamos na auto-estrada, a seguir as coordenadas que nos tinham sido dadas.
– Se tivéssemos saído de casa a horas decentes e nos tivéssemos encontrado com o grupo que se ia juntar no Campera, já lá estávamos! – reclamei eu que odeio atrasos e que ainda estava furiosa por ele se ter lembrado de ir … Ler mais