Mensagem enviada

mensagem-enviada

A mensagem dizia que tinha saudades dele. Que detestava as noites em que ele não estava. Que demorava uma eternidade a adormecer. Depois exaltava com entusiasmo infantil que aquela série que adorávamos estava a começar, mas que, obedecendo ao código deontológico da vida a dois, não ia ver sem ele e por isso já a deixara a gravar. Blá blá blá… nhó nhó nhó… uma piada parva aqui, uma mariquice romântica ali, uma ou duas obscenidades impronunciáveis acolá…

Envio a mensagem…

Olho melhor para o ecrã e toda eu gelo de horror. Até sentir o rubor da vergonha.
Mensagem enviada… PARA A MÃE DO DINIS?!!!!!! Aquela senhora sisuda que mal me cumprimenta quando nos cruzamos no infantário e cujo número consta da minha lista de contactos apenas devido às festas de aniversário dos miúdos?!!! NÃÃÃÃOOO!!!! NÃO!!! Porquê Minha Nossa Senhora das Situações Constrangedoras e Embaraços Monumentais?! Porque é que estas coisas me acontecem?!!!!
(E foi mais ou menos isto que gritei à almofada, naquela noite.)

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