“Igualdade de género”

igualdade-de-genero

Não. Não é “igualdade de género”.
Os géneros não são iguais! Eu não sou nem quero ser igual a um homem – eu, que gosto tanto de ser mulher. E não, nós não somos inferiores, nem superiores. Somos o outro género. O outro lado da moeda. O outro sócio da empresa. A outra peça da engrenagem. O outro pilar onde assenta a Humanidade. E na nossa igual e imensa importância, somos diferentes. E é nas diferenças – nas particularidades que nos distinguem deles – que reside a magia do ser-humano. E é na equidade de importância que exigimos os mesmos direitos, o mesmo respeito e iguais oportunidades, para ambos.
Agora, não, não contrario a minha feminilidade. Não vejo nela uma fraqueza. Não estarei, com certeza, a boicotar o futuro e a força da minha filha ao colocar-lhe laços cor-de-rosa no cabelo, ao inscrevê-la no ballet em vez de no futebol, ou ao vibrarmos juntas com filmes de princesas da Disney, se é o que ela quer e lhe dá prazer. Até porque aliado a tudo isso, ainda adora andar de skate e vestir-se de Darth Vader! E vou continuar a rejubilar de orgulho quando o meu filho me voltar a contar que fez frente ao mauzão da escola para defender as meninas da turma, e ensiná-lo-ei que é isso que faz um verdadeiro cavalheiro – mesmo que já tenha visto, por aí, o conceito reduzido a janotas emproados em fatos elegantes com egos demasiado inflamados para dar licença a uma senhora. Sim, porque eu continuarei a apreciar um homem que me abra a porta do carro, me empreste o casaco quando estiver a tremer de frio, ou me “salve” numa situação em que esteja mesmo a precisar de ajuda, mesmo que eu não precise de nenhum para mudar lâmpadas, montar móveis suecos, ou ser, agir e pensar. Porque aceitar e apreciar o cavalheirismo não me diminui nem me retira o direito de lutar pelos meus direitos. Não faz de mim uma tonta vulnerável sem discernimento ou espírito crítico. Faz de mim, sim, uma apreciadora daquilo que podem ser maravilhosas singularidades de género que, em nome não sei bem do quê, cada vez mais se tentam diluir e eliminar das relações humanas.
Deixem-se de tretas, quando dizem que nada disso deveria existir numa sociedade evoluída e igualitária, porque essas diferenças são parte da nossa identidade, da nossa essência, e da nossa história, e no dia em que estiverem definitivamente extintas, passamos a ser meros animais funcionais, sem resquícios de civilidade e das deliciosas dissonâncias que nos unem. Acreditem que são elas que dão tempero à vida.

Agora, “feministas radicais”, podem vir com as foices e com os archotes.
Mas eu vou estar ocupada a ler os meus velhos livros da “Anita” à minha filha. E se um dia for ela a salvar o irmão, eu vou ficar igual e imensamente orgulhosa.

Partilha!Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on Google+Pin on PinterestShare on LinkedInEmail this to someoneBuffer this page

Leave a Comment.