Esta não é uma página de pedagogia

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1º- Não faz mal comer coisas às escondidas, principalmente se estivermos a falar de prazeres gastronómicos que os nossos filhos nem sequer sabem apreciar. Sim! Para quê dar-lhes um Ferrero Raffaello, com tanta barrinha Kinder lá em casa?
2º- Não faz mal cedermos o nosso lanche ou sobremesa, desde que isso não seja a regra nem um acto de capricho deles.
3º- Ontem ainda lhe dei na cabeça por ele não ter escolhido logo o raio da tosta mista.
4º- Quando abdicamos do nosso ansiado lanche por eles, é bom que eles reconheçam a importância do gesto e não o tomem como uma obrigação natural da mãe – mesmo que o façamos incondicionalmente, para todo o sempre, até ao fim dos nossos dias
5º- e por isso é que ontem ele se agarrou ao meu pescoço a dizer “obrigada, és a melhor mãe do mundo”, enquanto escancarava a boca à minha ex-tosta.
6º- Se não hesito em dar a minha comida ao meu filho é porque ele é um magricela que nunca quer comer nada, porque despido é um autêntico mister ossos, e porque quando vem o Verão e o vejo na praia, igual ao esqueleto que havia na sala de Biologia do liceu, inicio sempre um longo e exigente processo ao qual dou o charmoso e carinhoso nome de: “engorda do porco” – sim, vocês sabem… como se faz à criação, na aldeia.
7º- Não faz mal comerem duas colheradas de bolo de bolacha, antes do jantar, escondidas atrás da porta do frigorifico, nem esconderem o magnum de amêndoas atrás dos bifes de peru, no congelador, e digam o que vos disserem, nunca, mas NUNCA, revelem o esconderijo dos vossos after-eight!
8º- Esta não é uma página de pedagogia nem maternidade. Como é óbvio.
9º- Sejam as mães que o vosso coração dita.

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