Está dito, está dito!

está-dito-está-dito

Começo o dia a beber café na companhia da minha filha e da minha mãe, depois de deixar o pequeno na escola. À saída da pastelaria encontramos uma senhora idosa de cabelo branco e olhar doce que pelo que percebi conhece a minha mãe desde criança mas que não a vê há décadas, e por isso manifesta grande contentamento com o reencontro. Iniciam-se então as actualizações da vida: “E o que tens feito? Está tudo bem com o teu marido? Quantos filhos tens? É a tua filha? Quantos anos tem? Uns dezassete, não?”
É aqui que pára tudo. Pára o tempo, param os carros, param as pessoas, param os pássaros…
Dezassete. Dezassete?!!!
Estive quase, quase para a pegar ao colo e enchê-la de beijos, até porque ela era ainda mais baixinha do que eu (daquela espécie “anciãs pequeninas e absolutamente adoráveis arraçadas de fadas madrinhas desta vida”). Mas depois lá respondi, “Não. Tenho 31” com a tacha toda arreganhada.
E pronto, é assim que sabemos que o dia vai ser espetacular.
E não me interessa se ela se esqueceu dos óculos em casa. Está dito, está dito!

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