Eram três queijinhos…

Sabem aqueles queijinhos curados, super chulezeiros, mas que quando pior cheiram melhor sabem, e que acompanham mesmo bem com um bom tinto nestes dias que já deixam adivinhar o Outono? Aquelas iguarias que algum familiar amoroso se lembra de nos trazer do Alentejo, e que apesar de mal conseguirmos esperar para as comer, adiamos o momento para uma altura mais tranquila e propícia à degustação dos pequenos prazeres da vida, como um domingo à tarde, por exemplo? Sabem quais são? Aqueles queijinhos rijos, pequenos e muito feios, mas cujas fatias finamente cortadas e de sabor intenso se desfazem lentamente na boca e nos fazem ansiar pela próxima, dando graças pelas coisas maravilhosas que se produzem neste cantinho à beira-mar plantado?
Este desgraçado apanhou três. E aspirou-os. Impiedosamente.
Não sobrou nada.

Ladrão de queijos

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