E então eu congelava este momento…

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E então eu congelava este momento e vivia na sua tranquilidade idílica, para sempre. E na sua paz, ignorava as notícias hediondas que chegam até mim, o tempo todo, como baldes de água fria. Ignorava mais um monstruoso ataque à Humanidade. Ignorava as mulheres e crianças assassinadas num parque infantil no Paquistão, neste Domingo de Páscoa. Ignorava que a minha Europa se está desmoronar aos poucos quando os seus cidadãos se viram uns contra os outros. Ignorava toda a barbaridade que assola o mundo e todos os monstros mascarados de gente que o habitam.
Congelava o som dos nossos passos, o vento na cara, as gargalhas deles, os mergulhos do Baltazar no ribeiro, as palavras de amor sussurradas ao ouvido, e todos os beijos a abraços apertados que eles me dão. Congelava este momento, e prometia-lhes que viveriam seguros e felizes, para sempre.
Boa Páscoa

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