Adeus Olaf

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– Podemos levar o boneco de neve connosco? – pergunta-me ele.
– Não… – respondo, adivinhando que essa resposta não lhes chegará.
– Oh! Porquê? – pergunta ela.
– Porque vai derreter pelo caminho.
– Ligamos o ar condicionado para o frio!
– Os senhores do hotel não nos deixam entrar com ele.
– Entramos com ele às escondidas. Tapamo-lo com os nossos casacos!
– Os bonecos de neve não gostam de casacos. Eles gostam do frio, do vento, e da neve a cair-lhes em cima. – explico-lhes – A casa dele é aqui, na serra. E logo à noite, ele vai ficar muito sossegadinho, a ver a lua e as estrelas e a pensar na sorte que teve em terem aparecido uns meninos que lhe deram uns olhos para ele as poder ver.
– E um nariz e uns braços e uma crista de ervas?
– E um nariz e uns braços e uma crista e ervas.
Ele encolhe os ombros, resignado. Ela faz um beiço e despede-se com os olhos lacrimejantes.
– Adeus Olaf. Logo a Elsa já te faz uma visita.

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