A todos os pais…

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A todos os Pais…

Aos mais experientes e aos que ainda agora estão a começar.
Aos que tremeram de medo, desmaiaram de choque, choraram de alegria, rejubilaram de orgulho e embarcaram nessa viagem que os faria ser mais e melhores.
Aos que embalam os filhos, preparam biberões de madrugada e lhes sorriem ternamente como que meio a dormir, sabendo que dali a duas horas têm que se levantar para ir trabalhar.
Aos que veem o Faísca McQueen e a Sininho mil vezes seguidas, e já sabem as falas de cor.
Aos que perdem um dia inteiro à procura de um Buzz Lightyear em mil lojas diferentes, porque prometeram que haveria um no sapatinho, na manhã de Natal.
Aos que se sentam a fazer pistas de comboios e a brincar aos dinossauros, mesmo depois de terem trabalhado 24 horas seguidas.
Aos que perdem toda a vergonha de entrar numa peça de teatro do infantário, apenas porque na audiência há uns olhos cintilantes de felicidade por ver o pai a fazer de Gato de Botas.
Aos que generosamente servem de táxi e levam todo o teu grupo para aquele acampamento ou festival de Verão.
Aos que esperam pacientemente à porta da discoteca, às quatro da manhã, dando boleia também às tuas amigas, mas não sem antes passar convosco na rulote das bifanas para vos falar dos perigos da noite ao mesmo tempo que vos ensina qual a quantidade ideal de mostarda a pôr no pão.
Aos que fingem que não te viram aos beijos, naquela tarde, com aquele tipo com quem já se tinham cruzado uma vez à porta de casa, porque… Bem, porque a menina deles nunca na vida dará beijos na boca, e há uma coisa chamada visão seletiva, claro!
Aos que cumplicemente nos deixaram ficar com o cão que nos seguiu até casa, mesmo que a mãe diga que não. Aos que nos ensinaram a andar de bicicleta, a chutar uma bola, a dar um gancho certeiro no miúdo que nos levantava a saia todos os dias no recreio. Aos que nos abraçaram quando sentimos o chão a fugir-nos dos pés, que nos prometeram que poderíamos ser tudo aquilo que sonhámos ser, que nos fazem sempre sentir princesas, e que continuarão a ralhar-nos, mesmo depois de termos tido os nossos filhos. Aos que fomentaram o teu espírito crítico, a tua consciência e a lutar pelas tuas convicções, independentemente das vozes dissonantes que encontrares pela frente. Aos que nos apresentaram boa música dos anos 80, os grandes clássicos do cinema e obras literárias incontornáveis.
Aos que aturaram as tuas birras de criança, os teus achaques de adolescente, que compreenderam os teus devaneios de adulta e mesmo assim, continuarão a amar-te incondicionalmente e a ser uma fortaleza inquebrável, sempre que procurares o seu refúgio.

A todos esses Pais, um feliz dia.

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