30 euros em parvoíces

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Antes de irmos buscar os miúdos ao infantário, passámos propositadamente pelo supermercado para comprar manteiga. Um único e simples pacotinho de manteiga, até porque tínhamos lá estado três dias antes e não precisávamos de mais nada.
Para nós, uma simples ida ao supermercado a dois é uma boa desculpa para namorar, falar sobre o nosso dia ou apenas para aparvalhar – actividade muito salutar entre duas pessoa que se amam e partilham a vida (desde que evitem a hora de ponta de carrinhos de compras). É aqui que, entre beijos, abraços, brincadeiras e piadinhas infantis nos corredores vazios de gente, o cesto que servia apenas para a manteiga (e isto já é um mau indício, porque ninguém que vai apenas comprar manteiga leva um cesto) se começa a encher de coisas que não tencionávamos comprar e muito menos nos faziam falta. Coco ralado, crepes chineses, champô, iogurtes e leite em promoção, o piri-piri que ele gosta, algumas frutas e legumes que nunca são demais, aquele moinho de pimentas que não estava a fazer falta rigorosamente nenhuma mas que cheirava tão bem, um queijo seco que convém esconder do Baltazar, um bom tinto para continuarmos a conversa em casa…
Só precisávamos de uma coisa.
Gastámos 30 euros em parvoíces.
Depois de chegarmos a casa e arrumarmos as compras percebemos que vamos comer torradas secas amanhã ao pequeno-almoço, porque nenhum de nós se lembrou do raio da manteiga.

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