Nas Finanças…

Nas finanças

Hoje estava com poucas ideias por isso resolvi fazer-vos o relato do que vi enquanto estive à espera, nessa repartição pública de que todos gostamos muito: a das Finanças.

Tirei a senha e sentei-me. Como não tinha levado nada para ler, liguei os dados móveis e quando fui cuscar o facebook, fiquei sem bateria. Foi então que enquanto aguardava pacientemente (que remédio!) que chegasse a minha vez, comecei a observar … Ler mais

Dom Baltazar e o atentado

Baltazar e o atentado

Tudo aconteceu esta manhã, enquanto passeava pelo jardim com o meu comparsa canino, Dom Baltazar, e ele se lembrou de correr atrás dos pombos que parecem ter lugar cativo num determinado ponto do passeio, mesmo por baixo de uma determinada varanda, de onde todos os dias chovem banquetes destinados à comunidade columbófila da rua. Ora, apesar de não ter cartão de sócio, Dom Baltazar quis participar da festa e interagir … Ler mais

Cheiro de “casa em obras”

Cheiro de casa em obras

– É aquela. – disse enquanto atravessava a estrada empedrada, e segui-a, sem sequer verificar se havia risco de ser atropelada. Estava demasiado distraída a olhar para cima, observando a fachada centenária, as janelas brancas e o varandim em ferro torneado pintado a verde, tal como a porta da entrada que se encontrava aberta.
Ela subiu os íngremes degraus de madeira cobertos de pó das obras, e subi atrás dela, … Ler mais

A Família escolhe-se

dia da familia

Adoro famílias grandes. Daquelas onde os avós, as tias, os irmãos e os primos parecem nunca mais acabar. Adoro os almoços com mesas corridas, comida a perder de vista, todos a falar ao mesmo tempo sobre tudo e sobre nada. Mas depois, há umas que ao fim de um almoço bem regado acabam em acesas discussões sobre partilhas, cobranças de dívidas antigas, favorecimento de uns filhos em detrimento de outros, … Ler mais

Carta a uma bully

carta a um bully

Estas palavras são para ti, bully. É assim que os teóricos refinados gostam de te chamar, porque para mim, não passas de uma besta quadrada, uma acéfala cobarde, uma sociopata em ascensão. Sim, para mim, não há cá estrangeirismo pomposo ou atenuante daquilo que verdadeiramente és. Aliás, na altura em que me apareceste à frente nem se falava em bullying.
Lembras-te da primeira vez que me viste? Aposto que não. … Ler mais

Xeque-mate

xeque mate

Ele chegou a casa mais soturno que a própria noite. Mandou a mala para o chão e deixou-se cair no sofá, como se o mundo inteiro lhe pesasse nos ombros. Pousei o livro que estava a ler e sentei-me junto dele, adivinhando a tormenta no seu interior, apenas pelo olhar carregado. Não olhou para mim, nem disse nada, e limitei-me a aguardar pelo desabafo. Fixou os olhos na televisão muda, … Ler mais

“Pin-ki raspe-bérri”

magnun pink raspberry

Fui a três cafés de bairro à procura de um gelado. No primeiro ficaram a olhar para mim como se estivesse a pedir a coisa mais insólita de todos os tempos e quase senti que devia ter pedido desculpas por ter entrado. Sim, por momentos temi ser agredida com uma cadeira, tal foi a maneira como me olharam quando perguntei “Tem gelados?”.
No segundo estavam demasiado ocupados a olhar para … Ler mais

Serviço de despertar

servico despertar dia da mae

9.45 da manhã. Ele levantou-se sorrateiramente e saiu do quarto em bicos de pés, pensando que eu não o estava a ver, e encostou a porta.
Passados uns minutos entrou ela, com os seus inconfundíveis caracóis desgrenhados. Deitou-se ao meu lado, silenciosamente, e ao constatar que eu estava acordada, sorriu-me, fazendo-me perceber que não iam haver “mais cinco minutos de olhos fechados” para ninguém.
– Olá mãe!
– Olá carochinha.… Ler mais