Já dizia Vinicius de Moraes…

Já dizia Vinicius

(Algures em 2017)

Sobre o amor, já dizia Vinicius de Moraes:

“Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”

Tal premissa sempre me causou certa inquietação, porque sendo um poeta e um amante do próprio “Amor” a afirmá-lo, devia ter um certo fundo de verdade. Era como uma nuvem negra premonitória do futuro de todos os amores. Mas… para o cacete o Vinicius! Quando … Ler mais

Intervalo

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Todas nós ansiamos por um intervalo. Ou por umas férias. Só para nós! Sim, sim, vamos admiti-lo sem pudores, ok? Uns dias de silêncio, sem brigas, mediação de conflitos ou queixinhas de cinco em cinco minutos, com a sala arrumada e sem Legos pelo chão, com os filmes ou séries que queremos ver sem ser preciso deitar a prole primeiro, com o livro que queremos ler sem mil interrupções a … Ler mais

Feliz dia do arroz doce

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Feliz dia do arroz doce, das claras em castelo batidas à mão, das batatas fritas em azeite, das torradas crocantes de papo seco com manteiga de vaca, das papas e iogurtes cheios de açúcar e das combinações mais improváveis de acompanhamentos de sempre como esparguete com batatas fritas e ovo mexido!
Feliz dia do “Anota aí. Pões um bocadinho disto, uma pinguinha daquilo, uma «machinha» de aqueloutro” e ficamos à … Ler mais

Nós, mulheres

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Porque é que eu sei que nós, mulheres, somos seres versáteis aptos a lidar com muita coisa ao mesmo tempo? Porque somos capazes de estar na rua a mandar incessantemente a bola ao nosso cão, a controlar os passos do jovem rebelde que nos chamou ditadoras ao pequeno-almoço, a ouvirmos com muita atenção o senhor com idade para ser nosso avô que resolveu meter conversa connosco e dar-nos uma lição … Ler mais

Dia dos amigos

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Hoje é dia dos amigos. Eu tenho os melhores do mundo, mas não, não vou falar deles. Vou falar de cerveja (e não digam que não há uma imediata associação de ideias, porque há!)
Há pouco vi o novo anúncio de Verão da Sagres Mini. Sempre gostei de anúncios e publicidade em geral. Não daquela insípida, de pastilhas para a máquina, ambientadores com personalidade, ou seguros automóvel. Mas há alguma … Ler mais

Retiros espirituais

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Juro que não percebo qual o propósito de retiros espirituais em praias paradisíacas, bosques místicos, montanhas que tocam o céu ou mosteiros recônditos. Parece-me óbvio que no paraíso todos conseguimos alcançar a paz interior, obter momentos de clarividência, descobrir qual o propósito da vida… Mas agora experimentem fazê-lo numa repartição pública!
Impressionante a quantidade de questões existenciais, exaltações hedonistas e fome de vida, liberdade e ar puro que me assaltam … Ler mais

Tarde de Julho

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Tarde de Julho. A mesa foi posta na rua. A conversa flui naturalmente. Há sempre histórias para contar e ouvir. Há um resto de gelado a derreter na taça. Há uma cadela felpuda a dormir debaixo do banco e um gato vigilante, no telhado. Há festões coloridos a dançar ao vento, sobre a minha cabeça, que se manterão por ali até ao fim do Verão. Há raspar de talheres nos … Ler mais

Na escuridão da noite

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Eu e o Dom Baltazar no nosso passeio nocturno, tranquilos da vida. Eu a ver as estrelas e a pensar na vida… Ele a cheirar exaustivamente a urina canina alheia em todos os postes ao longo da rua… Até que ele pára, a fitar algo na escuridão da noite, junto ao contentor do lixo. O pêlo do dorso eriça-se, detectando uma possível ameaça. Um rosnado ameaçador ecoa da sua garganta, … Ler mais

Viver como se fosse o último mergulho

20 de junho2017

Passei a manhã com eles na praia. Brinquei com eles dentro de água e contei-lhes a história dos Sete Cabritinhos quando se sentaram em cima das minhas pernas, à beira-mar. Corri atrás de um chapéu de sol em fuga, espetei o pé numa pedra e ainda assim eles chamaram-me “Mãe Sonic”. Arranquei-lhes gargalhadas à frente do espelho, quando lhes pus o cabelo em pé com a espuma do champô, ao … Ler mais

Terror no talho

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Fomos ao talho.
Curiosa, a Maria Luísa encosta-se à vitrine a observar atentamente cada peça de carne, até que se depara com um leitão rosadinho que parece dormir o sono dos inocentes:
– NÃO! O porquinho Babe! – grita horrorizada, levando as mãos à cara.
Em choque, desvia os olhos noutra direcção para arregalá-los novamente perante as codornizes alinhadinhas e depenadas de rabo espetado:
– Oh não, mãe… Eles têm … Ler mais